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Hack de favela: alt.bank oferece aulas de programação gratuitas na periferia

Hack de favela: alt.bank oferece aulas de programação gratuitas na periferia

Em um mundo cada vez mais conectado e dependente da tecnologia, a demanda por profissionais da área é cada vez maior.

Programadores e desenvolvedores são carreiras em alta no mercado, com grande potencial de impacto social.

Com o objetivo de promover a inclusão digital e ensinar programação para jovens em situação de vulnerabilidade social, o alt.bank lançou o projeto Hack de Favela, em parceria com a ONG Cor Ação, na cidade de São Carlos -SP.

“A gente quer ser um agente de transformação para problemas estruturais, queremos ajudar a mudar a realidade de minorias dando acesso à formação de qualidade em áreas promissoras. É uma alegria ver esse projeto nascer", declarou Fábio Silva, COO do novücard.

As aulas ocorrem na sede da própria ONG, que oferece o espaço equipado com mesas, cadeiras, projetor e internet para todos os alunos.

Já os professores, 7 ao todo, são voluntários e todos funcionários do alt.bank.

O curso vai abordar temas como lógica; estrutura de dados; linguagem Java; desenvolvimento web, mobile e backend; arquitetura de sistemas, entre outros. 

Jessica de Angelo, Analista de Bem Estar do novücard, desempenhou um papel fundamental na organização do projeto.

Ela enfatizou que a meta era atender toda a comunidade, e a divulgação se mostrou um sucesso, resultando em 33 inscrições.

No entanto, devido à falta de infraestrutura para acomodar um número maior de participantes, foi necessário realizar uma seleção por meio de testes.

Dos 33 inscritos, apenas 14 alunos foram selecionados. São 10 homens e 4 mulheres, com idade que varia dos 17 aos 45 anos.

"Eles passaram por um teste simples de raciocínio lógico e  irão estudar durante um ano", comentou Vinicius Schultz, Gerente de People & Culture do novücard e professor do curso de lógica. 

A parceria entre o novücard e a Cor Ação, ONG atua nos bairros Abdelnur, Zavaglia e Cidade Aracy, comunidades carentes da cidade.

A área abriga uma população de aproximadamente 70 mil pessoas, de acordo com a coordenadora da instituição, Antonia Ishikawa. "É quase uma cidade dentro de São Carlos", comenta.

Primeiros passos no Hack de Favela

Robson Vitorino da Silva Correa Junior, 23, é professor de música na ONG desde 2017. Ao ficar sabendo do curso, logo se inscreveu para o teste de habilidade lógica no qual foi aprovado.

O estudante já trabalha na área de tecnologia da informação mas contou que não conhecia o setor de desenvolvimento de softwares.

“Me encontrei bastante nessa área, fazia tempo que procurava algo que eu gostasse e adorei isso”, disse o músico, que ainda trouxe a mãe.

Rosiane Martins, 45, também resolveu se aventurar no mundo da tecnologia. 

Ela, que não teve a oportunidade de continuar os estudos após o ensino médio, estava preocupada:

"Quando entrei, achei que não ia aprender como os outros, mas todos me incentivaram e aí [eu] comecei a acreditar também!” conta a aluna. 

Antonia conta que essa parceria era um grande sonho da organização e que o curso já estava nos planos, mas ainda não possuíam as condições necessárias para ministrar algo de tamanha complexidade. 

Até agora, três módulos do curso já foram concluídos. Na primeira etapa, os alunos tiveram uma imersão em estudos de lógica com o Gerente de People & Culture do novücard, Vinicius Schultz.

A expectativa é que novas máquinas sejam adquiridas para aumentar o número de alunos e viabilizar a formação de novas turmas.

Em breve, outros cursos serão oferecidos com outros enfoques, como a formação de pessoas especializadas em experiência do cliente, por exemplo.

“São poucas as ações desse tipo, mas é super importante para uma comunidade que não tem acesso. Pode ser pequeno pelo número que estamos trabalhando, mas é um início ", finaliza Antonia.