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Mães e gestão financeira: Como cuidar das finanças familiares?

Mães e gestão financeira: Como cuidar das finanças familiares?

Além de educar e cuidar dos filhos, muitas mulheres também assumem a gestão financeira do lar e enfrentam grandes desafios.

Além de exercerem o papel de mãe, as mulheres têm ainda diversas outras responsabilidades com relação às famílias.

Elas são ampla maioria como responsáveis familiares, especialmente nas faixas de menor renda.

Dados do Governo Federal indicam que, entre as pessoas que recebem o Auxílio Brasil, 81,5% dos lares são chefiados por mulheres.

No âmbito geral, 48% dos lares brasileiros são responsabilidade das mulheres, conforme aponta estudo realizado pelo Grupo Globo e o IBGE. O índice vem crescendo nos últimos anos.

Para se ter uma ideia, em 1995 esse percentual era de apenas 25%.

Por conta disso, aprender sobre gestão financeira e assumir o controle das finanças se torna ainda mais importante para as mães garantirem a estabilidade financeira do lar.

Afinal, é a partir das decisões delas que o futuro das crianças e até mesmo de outros membros da família pode ser definido. 

Como conhecimento é a melhor estratégia para se preparar para o futuro, listamos aqui algumas dicas de como cuidar das finanças familiares.

1. Converse com as crianças sobre finanças

Em muitas famílias existe um certo tabu em conversar com as crianças sobre finanças.

Muitos pais preferem “isolar” os pequenos dos problemas do dia a dia e acabam fazendo sacrifícios para manter a felicidade deles.

Entretanto, uma conversa franca sobre dinheiro, ainda que de forma mais genérica, pode ser mais benéfico para as finanças familiares.

Fazer com que as crianças entendam, por exemplo, a importância de não deixar luzes acesas em ambientes vazios, é um bom começo. Há também diversos livros sobre educação financeira que pode te trazer alguns insights sobre como abordar esse tema em casa.

Fale sobre como o dinheiro é ganho, a relação de valor dele se comparado com os preços do que as crianças querem. É importante que elas adquiram desde cedo bons hábitos financeiros.

2. Tenha um orçamento familiar

O orçamento familiar deve listar todas as receitas e todos os gastos relacionados aos integrantes da casa.

Aqui, não importa qual é a parcela de colaboração de cada um na renda total, mas sim o destino que é dado ao dinheiro.

Se você não anota os gastos, ainda que tenha uma noção, não sabe exatamente quanto gasta.

A elaboração de um orçamento, que pode ser feito em uma planilha simples, permite que você entenda o peso que cada item tem nas suas finanças.

Tendo esses dados em mente, será possível cortar gastos supérfluos sem precisar mexer em itens que impactam diretamente no seu estilo de vida.

3. Defina metas de curto, médio e longo prazo

A definição de metas familiares é outro aspecto que ajuda bastante na hora de equilibrar as contas.

Quando você tem objetivos claros, fica mais fácil se preparar para eles, separando um pouco de dinheiro todos os meses.

As metas devem ser definidas levando-se em consideração os prazos. As metas de curto prazo são aquelas que podem ser conquistadas em até três meses ou um ano.

Comprar uma peça de roupa mais cara, é um exemplo. Já as de médio prazo são aquelas possíveis dentro de até três anos, como planejar uma viagem de férias.

Por fim, as de longo prazo podem levar muito mais tempo, como comprar um imóvel.

4. Identifique e corte despesas desnecessárias

Um dos grandes vilões do orçamento familiar são as despesas desnecessárias – os supérfluos que mantemos por comodismo ou mesmo por não perceber o quanto estamos gastando com eles.

Um bom exemplo disso são os serviços de streaming.

Hoje, existem dezenas deles no mercado e é bem provável que você assine vários deles.

Será que todos são necessários? Anote a última vez que você usou cada um deles.

Se você está há mais de dois meses sem usar um serviço e segue pagando por ele, infelizmente você está jogando dinheiro fora.

5. Centralize as despesas no cartão de crédito

Outra forma de assumir o controle das finanças é centralizar as despesas no cartão de crédito.

Além de ter acesso em tempo real a tudo que você e os familiares com cartões adicionais gastam, é possível obter vantagens que vão desde descontos em parceiros a aumento de limite de acordo com seus gastos.

Além disso, parcelar compras no cartão de crédito é uma forma de antecipar seus sonhos sem que isso impacte nas finanças mês a mês.

Entender o funcionamento dos juros do cartão de crédito é outra medida que pesará bastante em seu favor.

6. Crie pequenas recompensas

Viver sob um regime rígido de controle financeiro não é legal – e isso pode até contribuir para que os envolvidos se desmotivem ao longo dos meses.

Por isso, é importante incluir também “pequenas recompensas”. Elas podem ser recebidas sempre que uma meta for alcançada.

Por exemplo, você pode atrelar o fato de concluir um curso a uma recompensa como um jantar em um restaurante que você gostaria de conhecer ou um brinquedo especial para as crianças.

Essas pequenas atitudes, por estarem mais próximas do nosso dia a dia, tem maior efeito prático na hora de nos deixar motivados.

7. Crie uma reserva de emergência

Nós nunca sabemos quando vamos precisar de dinheiro para uma emergência.

Nessas situações, recorrer ao cheque especial ou aos empréstimos pode fazer com que você acabe gastando muito mais do que o necessário.

Sendo assim, para fugir de juros altos, o ideal é ter uma reserva de emergência.

Trata-se de uma quantia equivalente a pelo menos seis meses das suas receitas e que possa ser utilizada de imediato. E quanto mais tempo essa reserva fica guardada, maior será o rendimento financeiro dela.

Se você perder o emprego ou adoecer, então poderá utilizar esse recurso sem comprometer tanto seu custo de vida até que as coisas se normalizem.

Se possível, deixe o dinheiro investido. O CDI pode ser uma boa opção por ser considerado uma das opções mais rentáveis e seguras do mercado!

Conclusão

O papel das mães vai muito além da criação dos filhos.

Em muitas residências, elas são as responsáveis por tomar todas as decisões no lar, o que inclui gerenciar as finanças e esticar o orçamento para que possa caber nele todos os sonhos e desejos dos filhos. Não é uma missão fácil, com certeza.

Entretanto, com algumas dicas e um pouco de organização é possível estabelecer metas e assumir o controle das despesas, garantindo uma vida de melhor qualidade para todos.

É fundamental envolver toda a família nesse processo, mas também é preciso usar todos os recursos e benefícios disponíveis a seu favor.

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